Estratégias de rastreamento precoce da pré-eclâmpsia: evidências atuais e abordagens clínicas
Palavras-chave:
Eclâmpsia, Pré-eclâmpsia, Hipertensão MaternalResumo
A pré-eclâmpsia acomete entre 2% e 8% das gestações e, no Brasil, é a principal causa de mortalidade materna, sobretudo em suas formas graves, como a eclâmpsia e a síndrome HELLP. Além de elevar o risco de óbito perinatal, pode deixar sequelas decorrentes da hipóxia. Seus efeitos ultrapassam a gestação, aumentando a probabilidade de doenças cardiovasculares na mulher e de síndromes metabólicas e hipertensão precoce nos filhos. Entre os fatores de risco destacam-se a nuliparidade, antecedentes pessoais ou familiares de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, trombofilias, obesidade e gestação múltipla. A metodologia
utilizada trata-se de uma revisão bibliográfica nas bases Scielo, Lilacs, Portal de Periódicos da CAPES, PubMed e Google Acadêmico. Foram encontrados 46 artigos e, aplicando critérios de seleção de publicações atualizadas e revisadas por pares, utilizaram-se 16. O diagnóstico da disfunção placentária ainda depende de sinais clínicos, exames laboratoriais inespecíficos e avaliação ultrassonográfica, o que evidencia a importância de métodos complementares mais sensíveis. A dosagem de fatores angiogênicos circulantes mostra-se promissora, pois suas alterações ocorrem precocemente, antecedendo as manifestações clínicas. A prevenção dos agravos da pré-eclâmpsia e a redução da mortalidade materna são desafios relevantes para a saúde pública. Nesse cenário, a atenção primária assume papel estratégico ao assegurar pré-natal de qualidade e monitoramento dos riscos. Políticas públicas como a Rede Cegonha
abrangem desde o planejamento reprodutivo até os dois primeiros anos de vida da criança.
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