Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc <p><strong>MISSÃO</strong></p> <p>Ser um veículo de excelência na comunicação científica na área da saúde, comprometido com a publicação de evidências importantes e inovadoras que contribuam para a tomada de decisão clínica, formação profissional e o desenvolvimento de sistemas de saúde equitativos e eficientes. Buscamos a integração de diferentes campos do saber, estimulando a produção científica ética e rigorosa disseminando o conhecimento para pesquisadores, profissionais e gestores da saúde.</p> <p>O diretor-chefe da Faculdade de Medicina, Dr. Marco Aurélio Bernardes de Carvalho ressalta que: "<em>O conhecimento só tem valor se for compartilhado. Por isso, a Faculdade de Medicina de Barbacena - FAME apresenta a sua revista científica, <strong>Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada - RCSBA</strong>, como um espaço para divulgar trabalhos científicos de autores da própria escola e de outras instituições de ensino da área de ciências da saúde. A escola valoriza e incentiva a produção acadêmica baseada na integração do ensino, pesquisa e extensão, conforme o artigo 207 da constituição de 1988".</em></p> <p><img src="https://revistacientifica.funjob.edu.br/public/site/images/jmarques/1.jpg" alt="" width="182" height="212" /></p> <p><span style="font-size: 0.875rem;">Dr. Marco Aurélio Bernardes de Carvalho</span></p> <p><span style="font-size: 0.875rem;"><strong style="font-size: 0.875rem;"> Diretor Geral</strong></span></p> pt-BR <h3>Creative Commons Atribuição 4.0 do tipo CC-BY Internacional.</h3> rcsbafame@funjob.edu.br (Dra. Janine Mayra da Silva) webmaster@funjob.edu.br (Anderson Giovani) Fri, 20 Mar 2026 16:09:46 -0300 OJS 3.3.0.7 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Doenças tropicais negligenciadas e vulnerabilidade social: uma análise da hanseníase no Brasil https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/54 <p><strong>RESUMO</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong>A hanseníase é uma Doença Tropical Negligenciada que reflete desigualdades sociais e econômicas. Apesar do tratamento disponível desde a década de 1980, ainda apresenta alta incidência em países de baixa e média renda, inclusive no Brasil. Fatores como pobreza, baixa escolaridade, falta de saneamento e acesso precário aos serviços de saúde favorecem sua manutenção e dificultam o diagnóstico precoce. Além disso, o estigma social associado à doença compromete a adesão ao tratamento e a reintegração dos acometidos.<strong> Objetivo: </strong>Analisar a hanseníase como Doença Tropical Negligenciada no contexto da vulnerabilidade social, o impacto do estigma na adesão ao tratamento e as estratégias de controle e prevenção da enfermidade no país.<strong> Materiais e Métodos: </strong>Foram analisados artigos (2000–2025) nas bases PubMed e SciELO, além de documentos institucionais. Dez estudos compuseram a amostra final para síntese crítica.<strong> Resultados: </strong>A hanseníase afeta principalmente homens em idade produtiva e populações de baixa renda e escolaridade, refletindo forte relação com vulnerabilidade social. O estigma, o atraso no diagnóstico e a deficiência na capacitação profissional dificultam o controle da doença.<strong> Conclusão: </strong>A hanseníase permanece como uma importante Doença Tropical Negligenciada no Brasil, sustentada por desigualdades sociais e pelo estigma que dificulta o diagnóstico e a adesão ao tratamento. O enfrentamento efetivo requer políticas públicas integradas, educação em saúde e redução das iniquidades socioeconômicas.</p> Maria Paula Alves Monteiro de Oliveira, Valentina de Carvalho Francisco, Cristina Maria Miranda Bello Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/54 Thu, 23 Apr 2026 00:00:00 -0300 Uso de benzodiazepínicos em idosos residentes na zona rural de município de Minas Gerais https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/45 <p><strong>Introdução:</strong> O uso inapropriado de benzodiazepínicos é um problema de saúde pública mundial e sua prescrição a idosos é potencialmente inadequada, especialmente para uso prolongado. <strong>Objetivo:</strong> Avaliar a prevalência do uso de benzodiazepínicos em idosos moradores de área rural de município de pequeno porte do estado de Minas Gerais. <strong>Materiais e</strong> <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal realizado com pacientes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos, selecionados de forma aleatória. As variáveis pesquisadas foram de ordem sociodemográfica, comportamentais, clínicas e relacionadas ao uso de benzodiazepínicos. Os dados foram coletados dos prontuários eletrônicos. <strong>Resultados:</strong> Foram avaliados 239 idosos. A prevalência de uso de benzodiazepínicos foi de 31,8%, a maioria fazendo uso diário e usando esses fármacos por mais de 10 anos. Mais da metade dos participantes era do sexo masculino (54,8%), estado civil casado (72,0%) e analfabetos (77,0%). A idade média foi de 69,2 ± 7,3 anos. O uso foi mais relatado por mulheres. O clonazepan foi o benzodiazepínico mais prescrito. <strong>Conclusão</strong>: A prevalência encontrada foi elevada e um número expressivo dos participantes fazia uso crônico desses medicamentos, principalmente de benzodiazepínicos de meia vida longa, o que deve ser evitado em idosos. Os benzodiazepínicos são indicados para o tratamento de curto prazo de quadros de ansiedade e insônia, mas as prescrições são frequentemente prolongadas. Além da prescrição medicamentosa, o estímulo às atividades físicas, mentais e maior participação social são elementos importantíssimos para a manutenção funcional dos idosos.</p> Hilda Júlia Afonso Barboza Domingos, Lucas Dias Fiel, Rafael Henrique Moreira, Carlos Eduardo Leal Vidal Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/45 Thu, 23 Apr 2026 00:00:00 -0300 Prevalência e caracterização da dor neuropática em pacientes submetidos à quimioterapia antiblástica: um estudo observacional transversal https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/43 <p><strong>Objetivo:</strong> Estimar a prevalência de neuropatia periférica induzida por quimioterapia antiblástica (NPIQ) e descrever fatores e sintomas associados em pacientes oncológicos atendidos em Barbacena, MG. <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal com 101 adultos em quimioterapia antiblástica. A dor foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), Escala Numérica de Dor (END) e pelo questionário <em>Douleur Neuropathique</em> <em>4</em> (DN4). Realizaram-se análises descritivas e teste do qui-quadrado para investigar associações entre NPIQ e variáveis clínicas e demográficas (α=5%). <strong>Resultados:</strong> A média de idade foi de 62,4±11,8 anos. A NPIQ esteve presente em 33,7% dos participantes. A dor apresentou, em geral, intensidade moderada (EVA: 5,84±2,90; DN4: 5,06±1,91) e, entre os casos com dor, 33,7% exibiram componente neuropático. As neoplasias mais frequentes foram as gastrointestinais (39,6%) e as de mama (23,7%). Não se identificaram associações estatisticamente significativas entre NPIQ e sexo, idade ou perfil oncológico (p&gt;0,05), sugerindo que o risco atravessa grupos usuais de estratificação. <strong>Conclusão:</strong> Em cenário real de cuidado oncológico, a NPIQ mostrou-se frequente e clinicamente relevante, com dor de intensidade moderada e sem predileção por sexo, idade ou tipo de neoplasia. Esses achados apoiam a adoção de rastreio universal e periódico e de triagem rotineira da dor neuropática. Tais medidas são pragmáticas e potencialmente efetivas para qualificar o manejo da dor, preservando a continuidade do tratamento e a funcionalidade do paciente.</p> <p> </p> Ana Clara Pedrosa Gondim, Diogo Melo Pena, Isabella Alvarenga Costa e Silva , Lafayette Bonifácio Amaral de Andrada, Lara Beatriz Costa Victor , Maria Paula Alves Monteiro de Oliveira, Laura de Pelegrin Fogiato, Roseli de Fátima Tavares, Marcospaulo Viana Milagres Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/43 Thu, 23 Apr 2026 00:00:00 -0300