Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada
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<p><strong>MISSÃO</strong></p> <p>Ser um veículo de excelência na comunicação científica na área da saúde, comprometido com a publicação de evidências importantes e inovadoras que contribuam para a tomada de decisão clínica, formação profissional e o desenvolvimento de sistemas de saúde equitativos e eficientes. Buscamos a integração de diferentes campos do saber, estimulando a produção científica ética e rigorosa disseminando o conhecimento para pesquisadores, profissionais e gestores da saúde.</p> <p>O diretor-chefe da Faculdade de Medicina, Dr. Marco Aurélio Bernardes de Carvalho ressalta que: "<em>O conhecimento só tem valor se for compartilhado. Por isso, a Faculdade de Medicina de Barbacena - FAME apresenta a sua revista científica, <strong>Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada - RCSBA</strong>, como um espaço para divulgar trabalhos científicos de autores da própria escola e de outras instituições de ensino da área de ciências da saúde. A escola valoriza e incentiva a produção acadêmica baseada na integração do ensino, pesquisa e extensão, conforme o artigo 207 da constituição de 1988".</em></p> <p><img src="https://revistacientifica.funjob.edu.br/public/site/images/jmarques/1.jpg" alt="" width="182" height="212" /></p> <p><span style="font-size: 0.875rem;">Dr. Marco Aurélio Bernardes de Carvalho</span></p> <p><span style="font-size: 0.875rem;"><strong style="font-size: 0.875rem;"> Diretor Geral</strong></span></p>FAME/FUNJOBEpt-BRRevista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada2595-8380<h3>Creative Commons Atribuição 4.0 do tipo CC-BY Internacional.</h3>Doenças tropicais negligenciadas e vulnerabilidade social: uma análise da hanseníase no Brasil
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<p><strong>Introdução: </strong>A hanseníase é uma Doença Tropical Negligenciada que reflete desigualdades sociais e econômicas. Apesar do tratamento disponível desde a década de 1980, ainda apresenta alta incidência em países de baixa e média renda, inclusive no Brasil. Fatores como pobreza, baixa escolaridade, falta de saneamento e acesso precário aos serviços de saúde favorecem sua manutenção e dificultam o diagnóstico precoce. Além disso, o estigma social associado à doença compromete a adesão ao tratamento e a reintegração dos acometidos.<strong> Objetivo: </strong>Analisar a hanseníase como Doença Tropical Negligenciada no contexto da vulnerabilidade social, o impacto do estigma na adesão ao tratamento e as estratégias de controle e prevenção da enfermidade no país.<strong> Materiais e Métodos: </strong>Foram analisados artigos (2000–2025) nas bases PubMed e SciELO, além de documentos institucionais. Dez estudos compuseram a amostra final para síntese crítica.<strong> Resultados: </strong>A hanseníase afeta principalmente homens em idade produtiva e populações de baixa renda e escolaridade, refletindo forte relação com vulnerabilidade social. O estigma, o atraso no diagnóstico e a deficiência na capacitação profissional dificultam o controle da doença.<strong> Conclusão: </strong>A hanseníase permanece como uma importante Doença Tropical Negligenciada no Brasil, sustentada por desigualdades sociais e pelo estigma que dificulta o diagnóstico e a adesão ao tratamento. O enfrentamento efetivo requer políticas públicas integradas, educação em saúde e redução das iniquidades socioeconômicas.</p>Maria Paula Alves Monteiro de OliveiraValentina de Carvalho FranciscoCristina Maria Miranda Bello
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2026-06-172026-06-1791Estratégias de rastreamento precoce da pré-eclâmpsia: evidências atuais e abordagens clínicas
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<p>A pré-eclâmpsia acomete entre 2% e 8% das gestações e, no Brasil, é a principal causa de mortalidade materna, sobretudo em suas formas graves, como a eclâmpsia e a síndrome HELLP. Além de elevar o risco de óbito perinatal, pode deixar sequelas decorrentes da hipóxia. Seus efeitos ultrapassam a gestação, aumentando a probabilidade de doenças cardiovasculares na mulher e de síndromes metabólicas e hipertensão precoce nos filhos. Entre os fatores de risco destacam-se a nuliparidade, antecedentes pessoais ou familiares de pré-eclâmpsia, hipertensão crônica, diabetes, doença renal, trombofilias, obesidade e gestação múltipla. A metodologia<br />utilizada trata-se de uma revisão bibliográfica nas bases Scielo, Lilacs, Portal de Periódicos da CAPES, PubMed e Google Acadêmico. Foram encontrados 46 artigos e, aplicando critérios de seleção de publicações atualizadas e revisadas por pares, utilizaram-se 16. O diagnóstico da disfunção placentária ainda depende de sinais clínicos, exames laboratoriais inespecíficos e avaliação ultrassonográfica, o que evidencia a importância de métodos complementares mais sensíveis. A dosagem de fatores angiogênicos circulantes mostra-se promissora, pois suas alterações ocorrem precocemente, antecedendo as manifestações clínicas. A prevenção dos agravos da pré-eclâmpsia e a redução da mortalidade materna são desafios relevantes para a saúde pública. Nesse cenário, a atenção primária assume papel estratégico ao assegurar pré-natal de qualidade e monitoramento dos riscos. Políticas públicas como a Rede Cegonha<br />abrangem desde o planejamento reprodutivo até os dois primeiros anos de vida da criança. </p>Larissa Silva BarbosaMaria Eduarda Rocha MesquitaMilena Ramos SilvaTalitha Araújo Velôso Faria
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2026-06-172026-06-1791Perfil de automedicação em universitários durante a pandemia da COVID-19
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<p><strong>Introdução: </strong>A automedicação entre estudantes universitários é um problema preocupante que se intensificou com a declaração de emergência sanitária, devido ao avanço da COVID-19 causada pelo vírus SARS-CoV-2<sup>1</sup>. <strong>Objetivo</strong>: Realizar uma análise comparativa em relação a prática da automedicação entre estudantes de diferentes áreas de formação de uma instituição pública de ensino superior do oeste da Bahia durante a pandemia da COVID-19. <strong>Materiais e Métodos</strong>: Trata-se de um estudo observacional descritivo, com delineamento transversal. A pesquisa aconteceu com estudantes das áreas da saúde, exatas e humanas, da Universidade Federal do Oeste da Bahia, situado na cidade de Barreiras-BA. As informações foram coletadas por um questionário que analisou o perfil</p> <p>dos entrevistados e questões relacionadas ao conhecimento, causas da automedicação. <strong>Resultados</strong>: Foram ao todo 813 discentes das áreas da saúde, humanidades e exatas. Este estudo constatou-se que a automedicação foi praticada com maior frequência entre os estudantes da área da saúde 80,4%, estes dados encontrados sugere que o conhecimento aprofundados em medicamentos pode contribuir para uma autoconfiança e assim utilizá-los sem prescrição médica. Dentre as justificativas de saúde que motivaram a prática da automedicação verificou-se que 67,3% (n=547) dos estudantes das três áreas de graduação relataram ter medo de infecção ou contato com casos suspeitos de covid-19. Em relação ao uso de medicamentos os mais utilizados foram as vitaminas. <strong>Conclusão</strong>: Este estudo mostrou que a automedicação tem uma prevalência alta entre os estudantes nas diferentes área de formação, sendo ainda mais acentuada entre os estudantes da área da saúde. Além disso, observou-se que tais achados, reforçam a necessidade de intensificar a discussão sobre uso racional de medicamentos no âmbito educacional para a formação de profissionais e cidadãos mais conscientes quanto a responsabilidade do autocuidado.</p>Edna Dos Santos OliveiraWerlissandra Moreira de Souza
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2026-06-172026-06-1791Uso de benzodiazepínicos em idosos residentes na zona rural de município de Minas Gerais
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<p><strong>Introdução:</strong> O uso inapropriado de benzodiazepínicos é um problema de saúde pública mundial e sua prescrição a idosos é potencialmente inadequada, especialmente para uso prolongado. <strong>Objetivo:</strong> Avaliar a prevalência do uso de benzodiazepínicos em idosos moradores de área rural de município de pequeno porte do estado de Minas Gerais. <strong>Materiais e</strong> <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal realizado com pacientes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos, selecionados de forma aleatória. As variáveis pesquisadas foram de ordem sociodemográfica, comportamentais, clínicas e relacionadas ao uso de benzodiazepínicos. Os dados foram coletados dos prontuários eletrônicos. <strong>Resultados:</strong> Foram avaliados 239 idosos. A prevalência de uso de benzodiazepínicos foi de 31,8%, a maioria fazendo uso diário e usando esses fármacos por mais de 10 anos. Mais da metade dos participantes era do sexo masculino (54,8%), estado civil casado (72,0%) e analfabetos (77,0%). A idade média foi de 69,2 ± 7,3 anos. O uso foi mais relatado por mulheres. O clonazepan foi o benzodiazepínico mais prescrito. <strong>Conclusão</strong>: A prevalência encontrada foi elevada e um número expressivo dos participantes fazia uso crônico desses medicamentos, principalmente de benzodiazepínicos de meia vida longa, o que deve ser evitado em idosos. Os benzodiazepínicos são indicados para o tratamento de curto prazo de quadros de ansiedade e insônia, mas as prescrições são frequentemente prolongadas. Além da prescrição medicamentosa, o estímulo às atividades físicas, mentais e maior participação social são elementos importantíssimos para a manutenção funcional dos idosos.</p>Hilda Júlia Afonso Barboza DomingosLucas Dias FielRafael Henrique MoreiraCarlos Eduardo Leal Vidal
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2026-06-172026-06-1791Prevalência e caracterização da dor neuropática em pacientes submetidos à quimioterapia antiblástica: um estudo observacional transversal
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<p><strong>Objetivo:</strong> Estimar a prevalência de neuropatia periférica induzida por quimioterapia antiblástica (NPIQ) e descrever fatores e sintomas associados em pacientes oncológicos atendidos em Barbacena, MG. <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal com 101 adultos em quimioterapia antiblástica. A dor foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), Escala Numérica de Dor (END) e pelo questionário <em>Douleur Neuropathique</em> <em>4</em> (DN4). Realizaram-se análises descritivas e teste do qui-quadrado para investigar associações entre NPIQ e variáveis clínicas e demográficas (α=5%). <strong>Resultados:</strong> A média de idade foi de 62,4±11,8 anos. A NPIQ esteve presente em 33,7% dos participantes. A dor apresentou, em geral, intensidade moderada (EVA: 5,84±2,90; DN4: 5,06±1,91) e, entre os casos com dor, 33,7% exibiram componente neuropático. As neoplasias mais frequentes foram as gastrointestinais (39,6%) e as de mama (23,7%). Não se identificaram associações estatisticamente significativas entre NPIQ e sexo, idade ou perfil oncológico (p>0,05), sugerindo que o risco atravessa grupos usuais de estratificação. <strong>Conclusão:</strong> Em cenário real de cuidado oncológico, a NPIQ mostrou-se frequente e clinicamente relevante, com dor de intensidade moderada e sem predileção por sexo, idade ou tipo de neoplasia. Esses achados apoiam a adoção de rastreio universal e periódico e de triagem rotineira da dor neuropática. Tais medidas são pragmáticas e potencialmente efetivas para qualificar o manejo da dor, preservando a continuidade do tratamento e a funcionalidade do paciente.</p> <p> </p>Ana Clara Pedrosa GondimDiogo Melo PenaIsabella Alvarenga Costa e Silva Lafayette Bonifácio Amaral de AndradaLara Beatriz Costa Victor Maria Paula Alves Monteiro de OliveiraLaura de Pelegrin FogiatoRoseli de Fátima TavaresMarcospaulo Viana Milagres
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2026-06-172026-06-1791