Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc <p><strong>MISSÃO</strong></p> <p>Ser um veículo de excelência na comunicação científica na área da saúde, comprometido com a publicação de evidências importantes e inovadoras que contribuam para a tomada de decisão clínica, formação profissional e o desenvolvimento de sistemas de saúde equitativos e eficientes. Buscamos a integração de diferentes campos do saber, estimulando a produção científica ética e rigorosa disseminando o conhecimento para pesquisadores, profissionais e gestores da saúde.</p> <p>O diretor-chefe da Faculdade de Medicina, Dr. Marco Aurélio Bernardes de Carvalho ressalta que: "<em>O conhecimento só tem valor se for compartilhado. Por isso, a Faculdade de Medicina de Barbacena - FAME apresenta a sua revista científica, <strong>Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada - RCSBA</strong>, como um espaço para divulgar trabalhos científicos de autores da própria escola e de outras instituições de ensino da área de ciências da saúde. A escola valoriza e incentiva a produção acadêmica baseada na integração do ensino, pesquisa e extensão, conforme o artigo 207 da constituição de 1988".</em></p> <p><img src="https://revistacientifica.funjob.edu.br/public/site/images/jmarques/1.jpg" alt="" width="182" height="212" /></p> <p><span style="font-size: 0.875rem;">Dr. Marco Aurélio Bernardes de Carvalho</span></p> <p><span style="font-size: 0.875rem;"><strong style="font-size: 0.875rem;"> Diretor Geral</strong></span></p> FAME/FUNJOBE pt-BR Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada 2595-8380 <h3>Creative Commons Atribuição 4.0 do tipo CC-BY Internacional.</h3> Prevalência e caracterização da dor neuropática em pacientes submetidos à quimioterapia antiblástica: um estudo observacional transversal https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/43 <p><strong>Objetivo:</strong> Estimar a prevalência de neuropatia periférica induzida por quimioterapia antiblástica (NPIQ) e descrever fatores e sintomas associados em pacientes oncológicos atendidos em Barbacena, MG. <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal com 101 adultos em quimioterapia antiblástica. A dor foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), Escala Numérica de Dor (END) e pelo questionário <em>Douleur Neuropathique</em> <em>4</em> (DN4). Realizaram-se análises descritivas e teste do qui-quadrado para investigar associações entre NPIQ e variáveis clínicas e demográficas (α=5%). <strong>Resultados:</strong> A média de idade foi de 62,4±11,8 anos. A NPIQ esteve presente em 33,7% dos participantes. A dor apresentou, em geral, intensidade moderada (EVA: 5,84±2,90; DN4: 5,06±1,91) e, entre os casos com dor, 33,7% exibiram componente neuropático. As neoplasias mais frequentes foram as gastrointestinais (39,6%) e as de mama (23,7%). Não se identificaram associações estatisticamente significativas entre NPIQ e sexo, idade ou perfil oncológico (p&gt;0,05), sugerindo que o risco atravessa grupos usuais de estratificação. <strong>Conclusão:</strong> Em cenário real de cuidado oncológico, a NPIQ mostrou-se frequente e clinicamente relevante, com dor de intensidade moderada e sem predileção por sexo, idade ou tipo de neoplasia. Esses achados apoiam a adoção de rastreio universal e periódico e de triagem rotineira da dor neuropática. Tais medidas são pragmáticas e potencialmente efetivas para qualificar o manejo da dor, preservando a continuidade do tratamento e a funcionalidade do paciente.</p> <p> </p> Ana Clara Pedrosa Gondim Diogo Melo Pena Isabella Alvarenga Costa e Silva Lafayette Bonifácio Amaral de Andrada Lara Beatriz Costa Victor Maria Paula Alves Monteiro de Oliveira Laura de Pelegrin Fogiato Roseli de Fátima Tavares Marcospaulo Viana Milagres Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-23 2026-04-23 9 1 1 9 Uso de benzodiazepínicos em idosos residentes na zona rural de município de Minas Gerais https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/45 <p><strong>Introdução:</strong> O uso inapropriado de benzodiazepínicos é um problema de saúde pública mundial e sua prescrição a idosos é potencialmente inadequada, especialmente para uso prolongado. <strong>Objetivo:</strong> Avaliar a prevalência do uso de benzodiazepínicos em idosos moradores de área rural de município de pequeno porte do estado de Minas Gerais. <strong>Materiais e</strong> <strong>Métodos:</strong> Estudo transversal realizado com pacientes de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 60 anos, selecionados de forma aleatória. As variáveis pesquisadas foram de ordem sociodemográfica, comportamentais, clínicas e relacionadas ao uso de benzodiazepínicos. Os dados foram coletados dos prontuários eletrônicos. <strong>Resultados:</strong> Foram avaliados 239 idosos. A prevalência de uso de benzodiazepínicos foi de 31,8%, a maioria fazendo uso diário e usando esses fármacos por mais de 10 anos. Mais da metade dos participantes era do sexo masculino (54,8%), estado civil casado (72,0%) e analfabetos (77,0%). A idade média foi de 69,2 ± 7,3 anos. O uso foi mais relatado por mulheres. O clonazepan foi o benzodiazepínico mais prescrito. <strong>Conclusão</strong>: A prevalência encontrada foi elevada e um número expressivo dos participantes fazia uso crônico desses medicamentos, principalmente de benzodiazepínicos de meia vida longa, o que deve ser evitado em idosos. Os benzodiazepínicos são indicados para o tratamento de curto prazo de quadros de ansiedade e insônia, mas as prescrições são frequentemente prolongadas. Além da prescrição medicamentosa, o estímulo às atividades físicas, mentais e maior participação social são elementos importantíssimos para a manutenção funcional dos idosos.</p> Hilda Júlia Afonso Barboza Domingos Lucas Dias Fiel Rafael Henrique Moreira Carlos Eduardo Leal Vidal Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-23 2026-04-23 9 1 10 18 Doenças tropicais negligenciadas e vulnerabilidade social: uma análise da hanseníase no Brasil https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/54 <p><strong>RESUMO</strong></p> <p><strong>Introdução: </strong>A hanseníase é uma Doença Tropical Negligenciada que reflete desigualdades sociais e econômicas. Apesar do tratamento disponível desde a década de 1980, ainda apresenta alta incidência em países de baixa e média renda, inclusive no Brasil. Fatores como pobreza, baixa escolaridade, falta de saneamento e acesso precário aos serviços de saúde favorecem sua manutenção e dificultam o diagnóstico precoce. Além disso, o estigma social associado à doença compromete a adesão ao tratamento e a reintegração dos acometidos.<strong> Objetivo: </strong>Analisar a hanseníase como Doença Tropical Negligenciada no contexto da vulnerabilidade social, o impacto do estigma na adesão ao tratamento e as estratégias de controle e prevenção da enfermidade no país.<strong> Materiais e Métodos: </strong>Foram analisados artigos (2000–2025) nas bases PubMed e SciELO, além de documentos institucionais. Dez estudos compuseram a amostra final para síntese crítica.<strong> Resultados: </strong>A hanseníase afeta principalmente homens em idade produtiva e populações de baixa renda e escolaridade, refletindo forte relação com vulnerabilidade social. O estigma, o atraso no diagnóstico e a deficiência na capacitação profissional dificultam o controle da doença.<strong> Conclusão: </strong>A hanseníase permanece como uma importante Doença Tropical Negligenciada no Brasil, sustentada por desigualdades sociais e pelo estigma que dificulta o diagnóstico e a adesão ao tratamento. O enfrentamento efetivo requer políticas públicas integradas, educação em saúde e redução das iniquidades socioeconômicas.</p> Maria Paula Alves Monteiro de Oliveira Valentina de Carvalho Francisco Cristina Maria Miranda Bello Copyright (c) 2026 Revista de Ciências da Saúde Básica e Aplicada https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2026-04-23 2026-04-23 9 1 19 25