A humanização da assistência de enfermagem na unidade de terapia intensiva: revisão integrativa
Palavras-chave:
Humanização , Enfermagem, Unidade de Terapia Intensiva, Cuidado em saúdeResumo
A humanização da assistência de enfermagem em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) representa um dos maiores desafios contemporâneos do cuidado em saúde, pois envolve conciliar o rigor técnico característico desses ambientes com a integralidade do ser humano. Este estudo teve como objetivo analisar de forma crítica a contribuição das práticas humanizadas no contexto da enfermagem intensiva, destacando seus impactos na qualidade do cuidado, nos desfechos clínicos dos pacientes, no acolhimento de seus familiares e no engajamento da equipe multiprofissional. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida a partir de pesquisas realizadas nas bases SciELO, LILACS, PubMed, CINAHL e Google Acadêmico, contemplando artigos publicados entre 2020 e 2025. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados seis estudos, organizados em uma matriz de análise comparativa. Os resultados evidenciaram que estratégias como a comunicação efetiva, o acolhimento à família, a valorização da autonomia do paciente, a criação de um ambiente acolhedor, a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a atuação multiprofissional contribuem para a melhoria da qualidade assistencial e para a redução do caráter impessoal das UTIs. Entretanto, o estudo também identificou obstáculos significativos, como a sobrecarga de trabalho, a escassez de recursos, a resistência cultural de parte da equipe e a implementação incompleta das políticas públicas. Conclui-se que a humanização constitui um processo contínuo e coletivo, fundamental para assegurar dignidade, respeito e acolhimento aos pacientes críticos, consolidando-se como parte indissociável da qualidade em saúde.
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