Prevalência e caracterização da dor neuropática em pacientes submetidos à quimioterapia antiblástica: um estudo observacional transversal

Autores

  • Ana Clara Pedrosa Gondim Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Diogo Melo Pena Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Isabella Alvarenga Costa e Silva Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Lafayette Bonifácio Amaral de Andrada Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Lara Beatriz Costa Victor Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Maria Paula Alves Monteiro de Oliveira Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Laura de Pelegrin Fogiato Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Roseli de Fátima Tavares Faculdade de Medicina de Barbacena
  • Marcospaulo Viana Milagres Faculdade de Medicina de Barbacena

Palavras-chave:

Oncologia, Câncer, Prevalência, Dor Neuropática, Doenças do Sistema Nervoso Periférico

Resumo

Objetivo: Estimar a prevalência de neuropatia periférica induzida por quimioterapia antiblástica (NPIQ) e descrever fatores e sintomas associados em pacientes oncológicos atendidos em Barbacena, MG. Métodos: Estudo transversal com 101 adultos em quimioterapia antiblástica. A dor foi avaliada pela Escala Visual Analógica (EVA), Escala Numérica de Dor (END) e pelo questionário Douleur Neuropathique 4 (DN4). Realizaram-se análises descritivas e teste do qui-quadrado para investigar associações entre NPIQ e variáveis clínicas e demográficas (α=5%). Resultados: A média de idade foi de 62,4±11,8 anos. A NPIQ esteve presente em 33,7% dos participantes. A dor apresentou, em geral, intensidade moderada (EVA: 5,84±2,90; DN4: 5,06±1,91) e, entre os casos com dor, 33,7% exibiram componente neuropático. As neoplasias mais frequentes foram as gastrointestinais (39,6%) e as de mama (23,7%). Não se identificaram associações estatisticamente significativas entre NPIQ e sexo, idade ou perfil oncológico (p>0,05), sugerindo que o risco atravessa grupos usuais de estratificação. Conclusão: Em cenário real de cuidado oncológico, a NPIQ mostrou-se frequente e clinicamente relevante, com dor de intensidade moderada e sem predileção por sexo, idade ou tipo de neoplasia. Esses achados apoiam a adoção de rastreio universal e periódico e de triagem rotineira da dor neuropática. Tais medidas são pragmáticas e potencialmente efetivas para qualificar o manejo da dor, preservando a continuidade do tratamento e a funcionalidade do paciente.

 

Downloads

Publicado

20-03-2026 — Atualizado em 23-04-2026

Versões

Como Citar

Pedrosa Gondim, A. C., Melo Pena, D., Alvarenga Costa e Silva , I. ., Bonifácio Amaral de Andrada, L., Costa Victor , L. B. ., Alves Monteiro de Oliveira, M. P., de Pelegrin Fogiato, L., de Fátima Tavares, R., & Viana Milagres, M. (2026). Prevalência e caracterização da dor neuropática em pacientes submetidos à quimioterapia antiblástica: um estudo observacional transversal. Revista De Ciências Da Saúde Básica E Aplicada, 9(1), 1–9. Recuperado de https://rc.funjob.edu.br/index.php/rc/article/view/43 (Original work published 20º de março de 2026)